quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Capela Sagrada Família - Consagração a Nossa Senhora

“Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração” – dizia a Santíssima Virgem na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, Portugal. É com este intuito que os Arautos do Evangelho promovem a Solene consagração a Jesus pelas mãos de Maria.
Um grupo de fiéis da Capela da Sagrada Família da Paróquia Nossa Senhora das Graças fez sua solene consagração a Nossa Senhora como escravos de amor, segundo o método de um dos maiores santos mariais de todos os tempos, São Luís Grignion de Montfort.
Por essa escravidão consagra-se nossa vida nas mãos de Maria Santíssima, e Lhe entregamos todos os nossos méritos para que disponha deles como melhor quiser. Ou seja, damos diminutos méritos e, em retribuição, Ela nos concede uma torrente de graças, tomando-nos sob sua proteção de modo especial.

































Após rezarem a Consagração, como ato simbólico de sua entrega à Santíssima Virgem, cada um se ajoelhou diante da imagem de Nossa Senhora e recitou a oração “Sou todo vosso e tudo o que tenho Vos pertence”.




quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Peça teatral natalina


Oh! Divino Menino Jesus, perdão por minha negligência! Bem sabeis o quanto eu gostaria de Vos oferecer o melhor, o mais belo e o mais perfeito presente! E aqui estou diante de Vós sem nada para Vos oferecer... coloco-o nas de Vossa e nossa Mãe, Maria Santíssima, para que Ela Vos ofereça tudo quanto mais Lhe agrade!

Assista à peça teatral natalina encenada pelas Irmãs da Sociedade Regina Virginum dos Arautos do Evangelho clicando na imagem.



sábado, 22 de dezembro de 2012

Primeira Comunhão Capela Nossa Senhora de Fátima

“Não hesiteis em falar de Jesus aos outros”
"[...]O dia da minha Primeira Comunhão foi um dos mais belos da minha vida. Porventura não se passou o mesmo convosco? E por quê? Não foi tanto por causa das roupas lindas, nem dos presentes, nem sequer da refeição de festa; mas, sobretudo porque, naquele dia, recebemos pela primeira vez Jesus Cristo. Quando recebo a Comunhão, Jesus vem habitar em mim; devo acolhê-Lo com amor e escutá-Lo com atenção. No íntimo do meu coração, posso dizer-Lhe, por exemplo: “Jesus, eu sei que me amais. Dai-me o vosso amor para que eu Vos ame e ame os outros com o vosso amor. Confio-Vos as minhas alegrias, as minhas penas e o meu futuro”.
 Não hesiteis, queridas crianças, em falar de Jesus aos outros. Ele é um tesouro, que é preciso saber partilhar com generosidade. Na história da Igreja, o amor de Jesus encheu de coragem e força muitos cristãos, incluindo crianças como vós. Assim São Kizito, um rapaz ugandês, foi morto porque queria viver segundo o Batismo que tinha recebido. Kizito rezava; compreendera que Deus não é apenas uma pessoa importante, mas que Ele é tudo.
Excerto do discurso de Bento XVI no encontro com as crianças, em Cotonou, Benim, 19/11/2011









quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Jubilosas esperanças no advento do Messias

Em 17 de dezembro inicia-se a  última semana do Advento,  denominada  pela  Igreja  de  “semana da expectação”, já com as  vistas postas na festa do Natal. Durante esse período, a Esposa Mística de Cristo imagina o júbilo e a esperança da Santíssima Virgem diante do fato de que o Messias haveria de nascer, e Ela veria por fim a face bendita do Filho que estava gerando  em seu imaculado seio.
A Santíssima Virgem sente aproximar-se o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo, restando apenas uma semana para que, pelo nascimento do Salvador, o império de Satanás sofra um golpe mortal e comece a derrocar.
A expectativa de todos os séculos posta na véspera do Natal
Tal conjuntura cumula de esperança a alma da Mãe de Deus, e por isso Ela é chamada, nesse período, Nossa Senhora da Expectação, ou Nossa Senhora da Esperança, ou ainda Nossa Senhora do Ó.
Esta última invocação se explica pelo fato de que, em cada um desses sete dias, a Igreja canta no Ofício Divino uma antífona que começa pela exclamação “Ó” Exprimem elas as alegrias de Nossa Senhora ao perceber dentro de si o Corpo de Jesus já completo, seus primeiros movimentos, e a idéia de que Ele ali orava ao Pai, como de dentro do mais prodigioso dos sacrários, assim como o Santíssimo Sacramento, hoje, reza no interior dos tabernáculos nos altares de todo o mundo.
As antífonas do “Ó”
Sete  são  as  antífonas  do  “Ó”, e a Igreja as canta com  o Magnificat da Hora de Vésperas, desde o dia 17 até o 23 de dezembro. São uma invocação  ao  Messias,  recordando os anseios com que era esperado por todos os povos antes de sua vinda, assim como  são uma manifestação do sentimento  com  que,  todos  os  anos, novamente O espera a  Igreja nos dias que precedem  a grande solenidade do Nascimento do Salvador.
Chamam-se  assim  porque  todas começam no latim com  a  exclamação  “O”.  Também são conhecidas como “antífonas maiores”.
Foram compostas por volta dos séculos VII-VIII e pode-se  dizer  que  representam  um  extraordinário  compêndio  da  cristologia  mais  antiga da Igreja, ao mesmo tempo que um expressivo resumo  dos desejos de salvação de toda a humanidade, tanto de Israel  do  Antigo  Testamento  como da Igreja do Novo Testamento.
São  breves  orações  dirigidas  a  Nosso  Senhor  Jesus  Cristo  que  condensam  o  espírito do Advento e do Natal.  A admiração da Igreja diante  do mistério de um Deus feito homem: “Ó!”. A compreensão cada vez mais profunda de seu mistério. E a súplica urgente: “Vinde!”.
Após a exclamação inicial,  segue-se um título messiânico  tomado do Antigo Testamento, mas entendido com a plenitude do Novo. É uma aclamação a Jesus, o Messias, reconhecendo  tudo  o  que  Ele  significa para nós. Terminam  com  uma  súplica:  “vinde  e  não tardeis mais”.
Ó Sabedoria... Ó Adonai... Ó Raiz de Jessé... Ó Chave de David... Ó Oriente... Ó Rei das nações... Ó Emanuel...
Fazem notar os estudiosos  da beleza da Liturgia que, a  serem lidas de trás para frente as sete iniciais das palavras  seguintes a cada Ó, forma-se  a frase (em latim): ero cras  “serei  amanhã”.  Ou  seja,  a  promessa do Salvador de nascer em breve para nós.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Histórias para catequese

Assim nasceram as andorinhas
Há perto de dois mil anos, numa manhã clara e aprazível, o sol espargia seus raios benfazejos sobre a região de Nazaré, na Galileia.
Algumas crianças brincavam num campo à margem do caminho que leva a Jerusalém. No meio da alegre e animada reunião destacava-se a figura atraente e luminosa de um Menino Divino: Jesus, o filho de José, o carpinteiro, e de Maria, o Salvador predito por Zacarias, o esperado por mais de quatro mil anos pelos patriarcas e profetas de Israel. Estava Ele ali também a brincar e a distrair-se com os companheiros entre risos e exclamações de inocente e límpida felicidade.
Formavam eles pequenos passarinhos com a argila do caminho, e os criativos dedinhos infantis modelavam à vontade a cauda, as asas, o bico e os olhos das avezinhas imaginadas. Pareciam voar aqueles pássaros de barro enquanto suas asinhas estendidas secavam-se ao vento quente de verão!
Ora, era dia de sábado. Um austero ancião de testa franzida e roupa surrada passou, então, pela estrada que leva a Jerusalém e, ao deparar-se com a ruidosa assembleia que despreocupadamente continuava seus “trabalhos” de modelagem, gritou com voz dura:
— Meninos, hoje não é permitido laborar com as mãos!
A estupefação estampou-se nas cândidas fisionomias dos “escultores”...
Sem aguardar resposta, o rígido seguidor da lei mosaica, cheio de azedume, levantou ameaçadoramente um rústico bastão e dispunha-se a transformar em cacos as graciosas figurinhas...
Então Jesus, o filho de Maria, ergueu-se e bateu palmas sobre as aves de barro. Oh, comovedor milagre! — elas cobraram vida e cor, levantaram leve e apressado voo e perderam-se no azul do firmamento.
* * *
Depois daquele feliz dia, todas as andorinhas — pois é delas que narramos a história —, fiéis à lembrança de sua encantadora origem, protegidas e abençoadas por Jesus, constroem seus ninhos de argila sob os telhados das casas.
São elas símbolo de bênção e prosperidade nos lugares onde habitam.
* * *
Quando Jesus exangue subiu ao alto do Calvário no trágico dia de Sexta-feira Santa, em que pavorosas trevas tomavam conta do universo, as humildes e gratas andorinhas, em bando reverente e compassivo, vieram arrancar com seus delicados bicos os espinhos que perlavam de sangue a fronte adorável e sagrada do Mestre, o arrebatador Menino do caminho de Nazaré que num sublime e divino impulso, cheio de alegria, cerca de trinta anos atrás as havia criado...
E, a partir da morte de Jesus, o Criador amado, a andorinha, peregrina alada, numa suprema homenagem de amor e ternura, traja com nobre e distinta ufania seu escuro manto de luto...

sábado, 8 de dezembro de 2012

Solene Consagração a Nossa Senhora


Festa de Nossa Senhora de Aparecida. No início da Celebração Eucarística, a imagem de Nossa Senhora entrou solenemente e foi coroada.





Alguns fiéis preparados pelos Arautos do Evangelho tiveram a alegria de fazer sua consagração a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Grignion de Montfort, na Capela Nossa Senhora de Fátima – Parque Petrópolis, da Paróquia Nossa Senhora das Graças. Emocionados, recitaram a fórmula da Consagração a Jesus Cristo e se ajoelharam aos pés de Nossa Senhora invocando sua protecção. 










quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Valha-me, Nossa Senhora!

José Luís era um menino muito esperto. Vivia com seus avós na fazenda Andorinha, onde lhe encantava correr pelos campos, brincar com os animais e colecionar ninhos de passarinhos. Apesar de seus 9 anos já feitos, tinha compleição miúda e, por isso, todos o chamavam de Zezinho.
Na escola, estava começando a ler e escrever e aprendia rápido, pois Deus lhe dera grande inteligência. E no Catecismo não havia quem o superasse. Sempre era o primeiro entre os meninos e já tinha uma grande coleção dos santinhos que o padre Arnaldo dava aos alunos mais aplicados. Gostava, sobretudo, dos de Nossa Senhora, em suas diversas invocações: Mãe do Bom Conselho, Auxílio dos Cristãos, Mãe da Divina Graça, Nossa Senhora da Confiança.
Todas as manhãs, antes das aulas, servia de coroinha na Missa celebrada pelo padre Arnaldo. Mas como não podia ainda comungar, terminada a cerimônia, se dirigia ao altar de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e rezava com toda confiança:
— Minha Mãe, preparai-me bem para a Primeira Comunhão, dai-me a graça de sempre ser vosso filho, valei-me em todas as minhas necessidades e não permitais que eu Vos abandone.
Em seguida, recitava três Ave-Marias.
À tarde, depois de fazer as lições, saía pelos campos para brincar. Corria com os cachorros, cuidava das galinhas e cavalgava pela mata adentro, em busca de seus preciosos ninhos. Sempre voltava com algo: uma casa de joão-de-barro, um ninho de pintassilgo ou de colibri.
O capataz ficava bravo com ele, porque destruía o abrigo dessas indefesas criaturas.
Ele ria e dizia:
— Não se preocupe, senhor Joaquim, sempre tomo o cuidado de esperar que os filhotes já tenham aprendido a voar!
E corria satisfeito para o celeiro, onde guardava cuidadosamente sua coleção.
Às noites, depois do jantar, era a hora da oração em família. Sua avó Dorotéia tinha um bonito oratório de Nossa Senhora das Graças, e ali se reunia com Zezinho, o avô Carlos e os empregados da fazenda para, juntos, rezarem o Santo Rosário e a Ladainha à Santíssima Virgem, e por fim entoavam um hino em louvor à Mãe de Deus.
Antes de se dirigirem para o merecido descanso, depois de um dia cheio de afazeres, dona Dorotéia costumava dizer-lhes:
— O melhor travesseiro é uma consciência tranqüila!
Numa tarde, depois das lições e de cuidar dos animais, Zezinho pôsse a caminhar perto dos pessegueiros carregados de frutos maduros. Colheu um, provou-o e viu que estava doce como mel. Saboreando a deliciosa fruta, observava os galhos das árvores, para ver se encontrava algum ninho. Não viu nada. Levantando as vistas, seu olhar pousou no alto da torre da caixa d’água, que ficava ao lado do pomar, para irrigá-lo. Qual não foi a sua surpresa, quando avistou um pardal começando a construir seu lar, bem no topo da torre.
Ele passou um bom tempo observando como aquela pequena ave buscava gravetos, folhas secas, pedaços de cordões, tudo servia para fazer sua “casinha” bem emaranhada. Zezinho lembrou-se dos sermões do padre Arnaldo e disse para si mesmo:
— Como Deus fez tudo perfeito! Ninguém ensinou aos pardais a construir seu ninho e eles fazem isso com tanta perfeição!
Comeu outro pêssego e decidiu pegar aquele ninho, que lhe trouxera pensamentos tão bonitos. Mas ia deixar passar os dias. Esperaria até que os filhotes já soubessem voar.
Algumas semanas depois, percebeu que ele já estava vazio. Pegou a grande escada e pôs-se a subir. A torre da caixa d’água era muito alta. A escada balançava perigosamente. Ele começou a tremer. Via tudo pequenininho lá embaixo. Estava com medo. Será que devia subir mais? Faltava pouco para alcançar o ninho, um degrau mais e pronto!
Zezinho subiu o último degrau. O céu parecia mais perto. Inclinou muito o corpo, esticou o braço e conseguiu! Mas, ao voltar, um movimento brusco desequilibrou a escada. Ele estava caindo... Com o ninho entre os dedos, lembrou-se que sempre pedia a proteção da Mãe do Céu e gritou:
— Valha-me, Nossa Senhora!
Sentindo o corpo no ar, parecia-lhe que um vento agradável o levava para baixo, suavemente. Assim foi descendo, descendo até alcançar o chão, aonde chegou são e salvo! A escada caiu a seu lado, fazendo grande estrondo!
O capataz, que viera correndo ao ouvir o grito do menino, não podia crer no que via. Era um verdadeiro milagre! Precisava contar à dona Dorotéia e ao senhor Carlos. Eles não iam acreditar no que acabava de ver!
Dirigiram-se todos para a igreja e, diante do padre Arnaldo, Zezinho contou como, tendo invocado Nossa Senhora, Ela veio em seu socorro e o levou até o solo.
A família reunida agradeceu à Virgem Santíssima essa enorme prova de afeto que havia dado a todos, sobretudo ao Zezinho, o qual também A queria tanto. Alguns dias depois, o padre Arnaldo celebrou uma solene Missa de ação de graças, na qual Zezinho teve a alegria de fazer sua Primeira Comunhão.
O menino cresceu cada vez mais devoto de Nossa Senhora e decidiu consagrar-Lhe sua vida, fazendo-se sacerdote e não pregando outra coisa senão a beleza da devoção a Ela.